terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Se o senhor, Ed René, tivesse um filho autista o senhor oraria por ele? Como?

Ed René, ao responder a pergunta, "Se o senhor tivesse um filho autista o senhor oraria por ele?  Como?" (respondido na série bimensal de segunda-feira na IBAB "O Lado B dos Milagres de Jesus", parte 8, na parte de perguntas e respostas)

"Eu não oraria pela cura do seu autismo, se é isso que você está perguntando.  Talvés tivesse orado no começo.  Mas depois de um determinado momento, eu comecaria a orar que Deus desse a mim, a minha esposa e a minha família o discernimento de como uma família com filho autista pode ser um instrumento nas mãos de Deus para a glória de Deus.  Existe um fenômeno muito interessante na vida humana.  Só dois tipos de pessoas são solidárias: as que são cheias do Espírito Santo e as que sofrem.  Por exemplo, quem sustenta a APAI?  As famílias que precisam da APAI ou que tendo precisado da APAI foram abençoados pela APAI e ganharam a visão da importância da existência de uma instituição como a APAI.  Quem sustenta o hospital do câncer?  As famílias sensibilizadas pelo câncer.  Quem sustenta o Lar Amara?  As famílias sensibilizadas pela deficiência visual.  E assim suscessivamente.  Eu tenho um amigo que tem um filho especial e deu ao seu filho nome de Rafael.  E descobriu lendo a Bíblia que Rafael era o nome de um sujeito que no templo exercia a função de porteiro.  E ele orava pela cura do Rafael e um dia ele chamou a esposa dele e mostrou este texto bíblico e disse:

- Você quer a cura do Rafael ou quer que o Rafael seja um porteiro do templo para que as pessoas conheçam a casa do Senhor?

E eles optaram por pedir a Deus que fizesse do Rafael um porteiro do templo.  E a modo do Rafael, se vocês conhecessem o Rafael, que é uma figurassa, é um figurassa.  Ele ministra louvor na igreja dele junto com o ministro de louvor, ele fica do lado ministrando.  Ele é um porteiro do jeito dele.  E através desta vivência desta família, esta vivência que foi consagrada a Deus, eu tenho certeza que muitas famílias vivendo a mesma situação foram e são alcançadas por Deus que não seriam de outra maneira - que não seriam de outra maneira.  Eu penso que... é só o que eu penso pois não tenho filho autista e não tenho um filho especial... eu penso que admiro muito mais uma família que tem fé para glorificar a Deus por dentro do seu sofrimento do que alguém que tem fé para livrar-se do seu sofrimento.  Nós queremos que Deus nos livre dos nossos sofrimentos.  Mas quem sabe a nossa grande maturidade seria nós glorificarmos a Deus de dentro dos sofrimentos.

Sabe que - acho que hoje ela não veio mas tem uma anãzinha que vem aqui nas nossas reuniões de segunda-feira, não tem?  Essa pergunta seria, "o senhor oraria por ela?"  Não é interessante?  É... eu penso que essa a nossa irmã na sua condição existencial glorificar a Deus - esse é um grande milagre.  Esse é um grande milagre.  E eu aqui confesso a minha pequenez e a fragilidade da minha fé."

É.  Não tenho nada a acrescentar.  Obrigada, Jesus, por esta resposta tão intensa e eloquente e completa.  Em nome de Jesus, Amém

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