Ed René, ao responder a pergunta, "Se o senhor tivesse um filho autista o senhor oraria por ele? Como?" (respondido na série bimensal de segunda-feira na IBAB "O Lado B dos Milagres de Jesus", parte 8, na parte de perguntas e respostas)
"Eu não oraria pela cura do seu autismo, se é isso que você está perguntando. Talvés tivesse orado no começo. Mas depois de um determinado momento, eu comecaria a orar que Deus desse a mim, a minha esposa e a minha família o discernimento de como uma família com filho autista pode ser um instrumento nas mãos de Deus para a glória de Deus. Existe um fenômeno muito interessante na vida humana. Só dois tipos de pessoas são solidárias: as que são cheias do Espírito Santo e as que sofrem. Por exemplo, quem sustenta a APAI? As famílias que precisam da APAI ou que tendo precisado da APAI foram abençoados pela APAI e ganharam a visão da importância da existência de uma instituição como a APAI. Quem sustenta o hospital do câncer? As famílias sensibilizadas pelo câncer. Quem sustenta o Lar Amara? As famílias sensibilizadas pela deficiência visual. E assim suscessivamente. Eu tenho um amigo que tem um filho especial e deu ao seu filho nome de Rafael. E descobriu lendo a Bíblia que Rafael era o nome de um sujeito que no templo exercia a função de porteiro. E ele orava pela cura do Rafael e um dia ele chamou a esposa dele e mostrou este texto bíblico e disse:
- Você quer a cura do Rafael ou quer que o Rafael seja um porteiro do templo para que as pessoas conheçam a casa do Senhor?
E eles optaram por pedir a Deus que fizesse do Rafael um porteiro do templo. E a modo do Rafael, se vocês conhecessem o Rafael, que é uma figurassa, é um figurassa. Ele ministra louvor na igreja dele junto com o ministro de louvor, ele fica do lado ministrando. Ele é um porteiro do jeito dele. E através desta vivência desta família, esta vivência que foi consagrada a Deus, eu tenho certeza que muitas famílias vivendo a mesma situação foram e são alcançadas por Deus que não seriam de outra maneira - que não seriam de outra maneira. Eu penso que... é só o que eu penso pois não tenho filho autista e não tenho um filho especial... eu penso que admiro muito mais uma família que tem fé para glorificar a Deus por dentro do seu sofrimento do que alguém que tem fé para livrar-se do seu sofrimento. Nós queremos que Deus nos livre dos nossos sofrimentos. Mas quem sabe a nossa grande maturidade seria nós glorificarmos a Deus de dentro dos sofrimentos.
Sabe que - acho que hoje ela não veio mas tem uma anãzinha que vem aqui nas nossas reuniões de segunda-feira, não tem? Essa pergunta seria, "o senhor oraria por ela?" Não é interessante? É... eu penso que essa a nossa irmã na sua condição existencial glorificar a Deus - esse é um grande milagre. Esse é um grande milagre. E eu aqui confesso a minha pequenez e a fragilidade da minha fé."
É. Não tenho nada a acrescentar. Obrigada, Jesus, por esta resposta tão intensa e eloquente e completa. Em nome de Jesus, Amém
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