segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Henri Nouwen sobre Solidão

As palavras abaixo falaram profundamente comigo hoje, já que ando morando sozinha:

Sobre Solidão*

...A solidão é o lugar da grande luta e do grande encontro – a luta conta as compulsões do falso ‘eu’ e o encontro com o Deus zeloso que se oferece como substância da nova individualidade... Não gostamos de depender dos outros e, sempre que possível, tentamos demonstrar a nós mesmos que temos a situação controlada e podemos tomar as próprias decisões.  Esta autoestima tem muitos atrativos... No entanto, o lado obscuro dessa autoestima é a solidão, o isolamento e o medo constante de não sermos capazes de nos realizar na vida.  ... Nossa solidão revela-noa um vazio interior que pode ser destrutivo quando entendido, mas repleto de promessas para quem consegue tolerar sua doce dor.

... Quando ficamos totalmente sós com nós mesmos, ficamos tão próximos da revelação da nossa solidão humana primordial e tao temorosos de sentir o isolamente onipresente, que fazemos de tudo para nos ocupar, para continuar o jogo que faz acreditar que, afinal, tudo está bem.  John Lennom diz: ‘Sinta a própria dor’; mas como isso é difícil!

É difícil ver pessoas que sofrem de solidão, muitas vezes agravada pela falta de atenção no círculo familiar.  Elas procuram uma solução final para suas dores e veem um novo amigo, um novo amor ou uma nova comunidade com expectativas messiânicas... À primeira vista, é realmente espantoso o modo com que homens e mulheres que têm relacionamentos pertubadores com seus pais, irmãos ou irmãs, atiram-se cegamente a relacionamentos com consequências duradouras, na esperança de que, daquele momente em dianto, tudo será diferente.

... Se sente uma solidão muito grande e uma necessidade intensa de contato humano, precisa ser extremamente cauteloso.  Questione-se se essa situação vem de Deus e por que e onde Deus quer que você esteja.  Deus o ampara e lhe dá paz, mesmo quando há sofrimento.

Sua tarefa espiritual é... descobrir a origem dessa solidão.

... Esta é uma busca importante, porque o leva a discernir algo de bom sobre você mesmo.  A dor da sua solidão pode ter origem na sua vocação mais profunda ... seu chamado para viver inteiramente para Deus.  Assim, sua solidão pode ser revelada como o outro lado do dom divino que você recebeu.  Uma vez que, dentro do seu ser mais profundo, você se conscientize desta verdade, poderá considerar a solidão não somente mais tolerável, mas até proveitosa.  O que antes lhe parecia essencialmente doloroso pode transformar-se num sentimento que, embora de dor, abra para você um caminho para um conhecimento ainda maior de Deus.”

* Palavras de Henri Nouwen, compilados por Ricardo Bitun no livro, Henri Nouwen de A a Z (Editora Vida), p. 374-377.  Citações dos livros, Espiritualidade no Deserto, Mosaicos do Presente, O Sofrimento que Cura, Crescer – Os Três Movimentos da Vida Espiritual e A Voz Íntima do Amor.  

sábado, 30 de janeiro de 2010

Declaração de Manhattan

Www.manhattandeclaration.org - assinado por 413,607 até hoje.  Traduzido do inglês norte-americano por Rachel Kornfield; revisão Elisa Corrêa.


Manhattan Declaration Summary
Resumo da Declaração de Manhattan

The official text of the Manhattan Declaration is the copyrighted English version which can be downloaded at the Manhattan Declaration website.

O texto oficial da Declaração de Manhattan é a versão norte-americana encontrada no site www.manhattandeclaration.org.

Cristãos, quando vivem de acordo com os ideais mais elevados da sua fé, defendem os vulneráveis e fracos e trabalham sem cessar para proteger e fortalecer instituições vitais da sociedade civil, começando com a família.  Nós, os Ortodoxos, Católicos e Evangélicos, nos unimos nesta hora para re-afirmar verdades fundamentais sobre justiça e o bem comum e para clamar aos nossos compatriotas, tanto crentes como não-crentes a ajudá-nos a defender estes valores.  Estas verdades são (1) a natureza sagrada da vida humana, (2) a dignidade do casamente como uma união conjugal entre marido e esposa e (3) os direitos de liberdade de consciência e religião.  À medida em que estas verdades podem ser consideradas essenciais à dignidade humana e ao bem-estar da sociedade, são invioláveis e não-negociáveis.  Estão, porém, cada vez mais sob forte ataque de poderosas influencias internas e externas em nossa cultura e assim somos compelidos a falar ousadamente em sua defesa e nos comprometer a honrá-los inteiramente independente da pressão trazida contra nós e contra nossa instituições para abandoná-las ou comprometé-las.  Fazemos este compromisso não-partidário, como seguidores de Jesus Cristo, o Senhor crucificado e ressurreto, que é o Caminho, a Verdade e a Vida. 

A Vida Humana
As vidas daqueles que ainda não nasceram, dos debilitados e dos idosos são cada vez mais ameaçadas.  Enquanto a opinião pública se movimenta numa direção pró-vida, forças poderosas e determinadas trabalham para expandir o aborto, pesquisas destruidoras de embriões, suícidio assistido e eutanásia.  Apesar de que a proteção do fraco e vulnerável é a primeira obrigação do governo, muitas vezes este poder contribui à causa que o Papa João Paulo II chamou de “cultura da morte”.  Nós nos comprometemos a trabalhar sem cessar para a proteção de cada ser humano inocente em todas as fases do desenvolvimento e em todas as condições.  Nos recusamos a permitir que nós ou nossas instituições sejam implicadas em tomar vidas humanas e apoiaremos de toda possível maneira aqueles que tomam com consciência a mesma decisão. 

Casamento
A instituição do casamento, já afligida pela promiscuidade, infidelidade e divórcio, enfrenta o risco de ser redefinida e subvertida.  Casamento é a originial e mais importante instituição para manter saúde, educação e o bem-estar de todos.  Quando o casamento enfraquece, patologias sociais surgem.  O impulso de re-definir casamento é um sintoma, ao inves de ser uma causa, da erosão de uma cultura casamentária.  Reflete uma perda de entendimento do significando de casamento tanto como embutido nas nossas leis civis como também nas nossas tradições religiosas.  É crítico que o impulso seja resistido pois, permití-lo seria abandonar a possibilidade de restaurar um entendimento sadio de casamento e junto com ele a esperança de re-edificar uma cultura saudável casamentária.  Trancaria no lugar as falsas e destruitivas crenças sobre casamento que o levem a ser considerado apenas resultado de romance e a satisfação de desejos adultos em vez de ser intrinsicamente baseado no caráter único e valor de atos relacionais cuja importância é estruturada sobre a aptidão de gerar, promover e proteger a vida.  Casamento não é uma “construção social” mas sim uma realidade objetiva – a junção de marido e esposa numa união comprometida – que a lei deveria reconhecer, honrar e proteger. 

Liberdade de Religião
Liberdade de religião e direitos de consciência enfrentam graves riscos.  A ameaça a estes princípios fundamentais é evidente nos esforços para enfraquecer ou eliminar proteções conscientes de instituições e profissionais de saúde e em estatutos antidiscriminatórios que são usados como armas para forçar instituições religiosas, ONGs, empresas e caridades a aceitar (ou até facilitar) atividades e relacionamentos que julgam serem imorais ou perderem seus direitos.  Ataques contra liberdade religiosa são ameaças graves não só contra indivíduos mas contra instituições da sociedade civil incluindo famílias, caridades e comunidades religiosas.  A saúde e o bem-estar de tais instituições providenciam uma proteção indispensável contra um poder exagerado do governo e são essencias ao florescimento de quaisquer outras instituições – incluindo o próprio governo – do qual a sociedade depende. 

Leis Injustas
Como Cristãos, acreditamos na lei e respeitamos a autoridade de governadores terrestres.  Consideramos como um privilégio especial o direito de viver numa sociedade democrata onde as proclamações morais da lei são ainda mais fortes por virtude do direito de todos os cidadãos a participarem do processo político.  Porém, mesmo em regimes democraticos, leis podem ser injustas.  Desde o começo, nossa fé nos ensina que a desobediência civil é requerida na face de leis gravemente injustas ou que pretendem requerir que façamos aquilo que é injusto ou de outras maneiras imoral.  Este tipo de lei falta com o poder de amarrar a nossa consciência porque não pode proclamar nenhuma autoridade além do simples exercício do desejo humano. 
Assim sendo, que seja conhecido que não atuaremos de acordo com nenhum comando que nos compele ou compele às nossas instituições a participar ou facilitar abortos, pesquisas destruidoras de embriões, suicidio assistido, eutanásia ou qualquer outro ato que viole o princípio da dignidade profunda, inerente e igual de todo membro da família humana.
Além do mais, que seja conhecido que não agiremos de acordo com nenhuma força que abençoa parcerias sexuais imorais, lhes tratando como casamento ou seu equivalente, ou deixam de proclamar a verdade, como a conhecemos, sobre moralidade, casamento e família. 
Além do mais, que seja conhecido que não seremos intimidados a nos silenciar ou aquiescer ou violar nossas consciências por nenhum poder na terra, seja cultural ou político, independente das consequências a nós mesmos.  Renderemos completamente e sem restrições a César aquilo que é de César.  Mas em nenhuma circunstância renderemos a César aquilo que é de Deus. 


Sobre Haiti (Leonardo Boff)

Esta é a reflexão teológica mais profunda que já vi sobre a situação em Haiti (também anexo):

Lamento junto a Deus pelo Haiti

Por Leonardo Boff*

 

http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a2794147.xml&template=4187.dwt&edition=14015&section=882


Há uma via-sacra de sofrimento com estações que nunca acabam no pequeno e pobre Haiti. Sofrimento no corpo, na alma, no coração, na mente assaltada por fantasmas de pânico e de morte. Há também muito sofrimento em todos os humanos que não perderam o senso mínimo de humanidade e de solidariedade. Desta compaixão universal nasce uma misteriosa comunidade que anula as diferenças, as religiões e as ideologias, que antes nos separavam e até nos dividiam. Agora só conta a comum humanitas absurdamente maltratada e que deve ser socorrida.

Em cada haitiano que sofre soterrado ou que morre de sede e de fome, morremos um pouco também todos nós junto com eles. Finalmente somos irmãos e irmãs da única e mesma família humana. Como não sofrer?

Mas há também um sofrimento profundo e dilacerante nas pessoas de fé que proclamam que Deus é Pai e Mãe de bondade e de amor. Como continuar a crer? Queixosos, nos perguntamos: “Deus, onde estavas quando se formou aquele tremor raso que dizimou os teus filhos e filhas mais pobres e sofridos de todo o extremo Ocidente? Por que não intervieste? Não és o Criador da Terra com seus continentes e suas placas tectônicas? Não és Pai e Mãe de ternura, especialmente daqueles que são como teu Filho Jesus os injustamente crucificados da história? Por quê?”.

Este silêncio de Deus é aterrador porque ele simplesmente não tem resposta. Por mais que gênios como Jó, Buda, Santo Agostinho, Tomás de Aquino, Leibniz e outros tivessem arquitetado argumentos para isentar Deus e esclarecer a dor, nem por isso a dor desaparece e a tragédia deixa de existir. A compreensão da dor não suspende a dor, assim como ouvir receitas culinárias não faz matar a fome.

O próprio Jesus não foi poupado da angústia do sofrimento. Do alto da cruz, lançou um brado lancinante ao céu, queixando-se: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”.

Damos razão a Jó, irritado com seus “amigos” que lhe queriam explicar o sentido de sua dor: “Vós não sois senão charlatães, não sois senão médicos de mentira; se ao menos vos calásseis, os homens tomar-vos-iam por sábios”. Mas não podemos calar. A dor é demasiada e a noite, tenebrosa. Precisamos de alguma luz.

Mesmo sem luz, continuamos a crer com o coração partido, porque estamos convencidos de que o caos e a tragédia não podem ter a última palavra. Deus é tão poderoso que pode tirar um bem do mal. Apenas não sabemos como. Esperançosos, fazemos uma aposta nesta possibilidade que não deixa nossas lágrimas serem vãs. Ademais, cremos que Deus pode ser aquilo que nós não compreendemos. Acima da razão que quer explicações, há o mistério que pede silêncio e reverência. Ele esconde o sentido secreto de todos os eventos também daqueles trágicos.

Identifico-me com o poema de um grande argentino que perdeu um filho na repressão militar, Juan Gelman:

“Pai, desce dos céus, esqueci as orações que me ensinou minha avó, pobrezinha, ela agora repousa, não tem mais que lavar, limpar, não tem mais que preocupar-se, andando o dia todo atrás da roupa, não tem mais que velar de noite, penosamente, rezar, pedir-te coisas, resmungando docemente.

“Pai, desce dos céus, se estás, desce, então, pois morro de fome nesta esquina, não sei para que serve haver nascido, olho as mãos inchadas, não tem trabalho, não tem, desce um pouco, contempla isto que sou, este sapato roto, esta angústia, este estômago vazio, esta cidade sem pão para meus dentes, a febre cavando-me a carne, este dormir assim, sob a chuva, castigado pelo frio, perseguido.

“Te digo que não entendo, Pai, desce, toca-me a alma, toca-me o coração, eu não roubei, nem assassinei, fui criança e em troca me golpeiam e golpeiam, Te digo que não entendo, Pai, desce, se estás, pois busco resignação em mim e não tenho e vou encher-me de raiva e estou disposto a brigar e vou gritar até estourar o pescoço de sangue, porque não posso mais, tenho rins, e sou um homem, desce.

“Que fizeram de tua criatura, Pai? Um animal furioso que mastiga a pedra da rua? Pai, desce.”

Que o Pai desça sobre os haitianos com seu amor.


* Teólogo, professor e membro da Comissão da Carta da Terra
lboff@leonardoboff.com

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Respiro do céu


Abaixo esta uma tradução do hino de Natal "Respiro do céu" (Breath of Heaven - http://www.youtube.com/watch?v=Y2egKS4d1oI).  É uma canção de Maria que todos nós em momentos sentimos profundamente conforme carregamos os filhos (tanto literais, como figurativos:  os sonhos e chamado) que Deus nos dá:


Já viajei
Muitas noites sem luar
Fria e exhausta
Com um nenê por dentro
E me pergunto o que fiz
Santo Pai, tu vieste
E me escolheste agora
Para carregar seu filho


Estou respirando
uma oração silenciosa
Estou com medo
Pelo peso que carrego
Num mundo frio como a pedra
Necessito andar este caminho sozinha?
Esteja comigo agora
Esteja comigo agora


Respiro do céu
Me mantém num pedaço só
Esteja sempre por perto
Respiro do céu


Respiro do céu
Luz na minha escuridão
Derrama sobre mim sua inteiridade
Pois tu és santo
Respiro do céu


Você se pergunta
Ao contemplar o meu rosto
Se uma mulher mais sábia
Deveria ter tomado o meu lugar?
Mas ofereço tudo que sou
Para a misericórdia do seu plano
Me ajude a ser forte
Me ajude a ser
Me ajude


Respiro do céu
Me mantém num pedaço só
Esteja sempre por perto
Respiro do céu


Respiro do céu
Luz na minha escuridão
Derrama sobre mim sua inteiridade
Pois tu és santo


Respiro do céu
Me mantém num pedaço só
Esteja sempre por perto


Respiro do céu
Luz na minha escuridão
Derrama sobre mim sua inteiridade
Pois tu és santo


Respiro do céu...


Respiro do céu...


Respiro do céu




Letra inglês:


I have travelled
Many moonless nights
Cold and weary
With a baby inside
And I wonder what I've done
Holy Father, you have come
And chosen me now
To carry your Son.


I am breathing
In a silent prayer
I am frightened
By the load I bear
In a world as cold as stone
Must I walk this path alone?
Be with me now
Be with me now


Breath of heaven
Hold me together
Be forever near me
Breath of heaven


Breath of heaven
Light in my darkness
Pour over me your wholeness
For you're holy
Breath of heaven


Do you wonder
As you watch my face
If a wiser woman
Should have had my place
But I offer all I am
For the mercy of your plan
Help me be strong
Help me be
Help me


Breath of heaven
Hold me together
Be forever near me
Breath of heaven


Breath of heaven
Light in my darkness
Pour over me your wholeness
For you're holy


Breath of heaven
Hold me together
Be forever near me
Breath of heaven
Light in my darkness
Pour over me your wholeness
For you're holy


Breath of heaven...


Breath of heaven...


Breath of heaven.


Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Amém.

Se o senhor, Ed René, tivesse um filho autista o senhor oraria por ele? Como?

Ed René, ao responder a pergunta, "Se o senhor tivesse um filho autista o senhor oraria por ele?  Como?" (respondido na série bimensal de segunda-feira na IBAB "O Lado B dos Milagres de Jesus", parte 8, na parte de perguntas e respostas)

"Eu não oraria pela cura do seu autismo, se é isso que você está perguntando.  Talvés tivesse orado no começo.  Mas depois de um determinado momento, eu comecaria a orar que Deus desse a mim, a minha esposa e a minha família o discernimento de como uma família com filho autista pode ser um instrumento nas mãos de Deus para a glória de Deus.  Existe um fenômeno muito interessante na vida humana.  Só dois tipos de pessoas são solidárias: as que são cheias do Espírito Santo e as que sofrem.  Por exemplo, quem sustenta a APAI?  As famílias que precisam da APAI ou que tendo precisado da APAI foram abençoados pela APAI e ganharam a visão da importância da existência de uma instituição como a APAI.  Quem sustenta o hospital do câncer?  As famílias sensibilizadas pelo câncer.  Quem sustenta o Lar Amara?  As famílias sensibilizadas pela deficiência visual.  E assim suscessivamente.  Eu tenho um amigo que tem um filho especial e deu ao seu filho nome de Rafael.  E descobriu lendo a Bíblia que Rafael era o nome de um sujeito que no templo exercia a função de porteiro.  E ele orava pela cura do Rafael e um dia ele chamou a esposa dele e mostrou este texto bíblico e disse:

- Você quer a cura do Rafael ou quer que o Rafael seja um porteiro do templo para que as pessoas conheçam a casa do Senhor?

E eles optaram por pedir a Deus que fizesse do Rafael um porteiro do templo.  E a modo do Rafael, se vocês conhecessem o Rafael, que é uma figurassa, é um figurassa.  Ele ministra louvor na igreja dele junto com o ministro de louvor, ele fica do lado ministrando.  Ele é um porteiro do jeito dele.  E através desta vivência desta família, esta vivência que foi consagrada a Deus, eu tenho certeza que muitas famílias vivendo a mesma situação foram e são alcançadas por Deus que não seriam de outra maneira - que não seriam de outra maneira.  Eu penso que... é só o que eu penso pois não tenho filho autista e não tenho um filho especial... eu penso que admiro muito mais uma família que tem fé para glorificar a Deus por dentro do seu sofrimento do que alguém que tem fé para livrar-se do seu sofrimento.  Nós queremos que Deus nos livre dos nossos sofrimentos.  Mas quem sabe a nossa grande maturidade seria nós glorificarmos a Deus de dentro dos sofrimentos.

Sabe que - acho que hoje ela não veio mas tem uma anãzinha que vem aqui nas nossas reuniões de segunda-feira, não tem?  Essa pergunta seria, "o senhor oraria por ela?"  Não é interessante?  É... eu penso que essa a nossa irmã na sua condição existencial glorificar a Deus - esse é um grande milagre.  Esse é um grande milagre.  E eu aqui confesso a minha pequenez e a fragilidade da minha fé."

É.  Não tenho nada a acrescentar.  Obrigada, Jesus, por esta resposta tão intensa e eloquente e completa.  Em nome de Jesus, Amém

domingo, 6 de dezembro de 2009

Devocional: Natal como novo começo para a família, Jasiel Botelho

Oi gente!

Ouvi um devocional tão lindo hoje que achei que valeria a pena compartilhar as idéias básicas com vocês! Aqui está um paráfrase do que foi dito (tá vendo, Jasiel - eu tava prestando atenção sim! Vê se quer mudar ou adicionar algo ao que escrevi abaixo):

Natal: O Nascimento de uma Nova Família
Por Jasiel Botelho

Você já percebeu como falta famílias - maridos, esposas, ou até filhos - exemplares no velho testamento? Praticamente não há família que não seja destruída - na verdade, não consigo pensar em nenhuma! Mas quando Jesus veio no Natal ele começou um novo tipo de família - não mais a família patriarcal do velho testamento onde pai dá tudo que tem, incluindo sua herança espiritual, pro filho, depois pro neto, bisneto, etc. A partir de Jesus, temos uma família muito mais igualitária - todos irmãos sob a proteção e orientação de um único pai. Isso é demonstrado inclusive quando a mãe e os irmãos de Jesus chegam lhe procurando em um momento em que ele está ministrando à uma multidão. Ele diz categoricamente que aqueles que são realmente seus irmãos e mãe são aqueles que obedecem os seus mandamentos. Não estava deshonrando sua família biológica, mas sim a expandindo para incluir muitos outros! Assim, somos realmente ligados por sangue - o sangue de Jesus. Todos nós, que o seguimos e o chamamos e o demonstramos como Senhor e Salvador.

Natal é um novo começo em muitos sentidos, mas inclui um novo começo para a família. E nossas famílias biológicas na verdade são um teste - pois se não conseguimos viver bem em intimidade aqui na terra, como o faremos no céu? Pois no céu, ninguém viverá isolada ou sozinha. Quem quer viver como uma ilha não gostará do céu - quem gostará de lá é quem quer realmente viver numa família aperfeiçoada. Então nossos relacionamentos mais íntimos aqui na terra são uma amostra do que podemos esperar nos nossos futuros. Para alguns isso é uma notícia muito boa, para outros não é. Que possamos fazer disso uma notícia cada vez melhor em nossas vidas, apreciando nossos familiares como os maiores presentes de Natal que Deus já nos deu, além do seu próprio filho. Sim - no Natal nasceu Jesus e junto com Ele a possibilidade de relacionamentos íntimos verdadeiramente saudáveis. Vamos aproveitar!

A Bíblia diz que não haverá casamentos no céu, mas muitas vezes esquecemos que também não haverá solteiros lá! Pois com a volta de Cristo todos faremos parte do melhor e maior casamento de toda a história: da verdadeira Igreja com o seu Senhor Jesus. Esquecemos facilmente que a Bíblia não é simplesmente um livro espiritual, mas sim um livro do romance de Deus com seu povo, uma carta amorosa do nosso próprio Criador e Redentor. Que não deixamos de vé-lo assim e usufluir cada vez mais profundamente do nosso relacionamento com Ele, o único ser 100% homem e 100% Deus - nosso Senhor Jesus Cristo, nascido de Maria, mas da semente (esperma) do Altíssimo Pai - o iniciador da nova família de Deus.

Oremos...

Bem, Jasiel, eu sei que você não falou exatamente nesta ordem, mas acho que acertei a tese, né? Qual quer coisa, pode me corrigir... e se tiver alguma arte para adicionar à estas palavras, me mande para eu colocar aqui :D.

Bjs e abçs,

Rachel

sábado, 5 de dezembro de 2009

É só chaqualhar... mas cuidado com o que pode sair!

Oi gente!

Poxa, faz tempo que não escrevo aqui! Estou escrevendo tanto no meu blog inglês ultimamente que é difícil achar tempo de escrever em português. Mas, lá vamos nós!

Você já sentiu que Deus está te moldando e te testando por um propósito bem específico? Que logo você e outros vão conhecer seus limites emocionais e de maturidade bastante claramente? Estes momentos providenciam oportunidade para passar bastante vergonha mas também para bastante crescimento conforme percebemos as áreas que estão fracas. Quando eu estava passando por bastante dificuldades emocionais alguns meses atrás, meu pai gostava de dizer que Deus estava deixando tudo que era não-essencial ser abalado para que o essencial se mostrasse e se tornasse mais forte e permanente.

Na época, não parecia que ia sobrar nada, mas pela graça de Deus, Ele me fez uma nova criatura e hoje em dia é difícil até de lembrar das grandes inseguranças daquela época. Hoje em dia eu me sinto - nova - segura - amada - deleitada - abraçada - aceita. Pela graça de Deus. Ele realmente tinha que remover minhas incertezas e me colocar sobre uma rocha para eu aprender a cavar fundo e entender a vida mais inteiramente. Não que eu entendo por completo ainda - falta muito para isso! Mas muito mais do que eu entendia antes eu entendo pelo menos - perguntas que pareciam sem respostas porque as respostas requeriam uma maturidade e perspectiva que eu não tinha na época que eu as fiz já estão começando a fazer algum sentido. Se você fala alguma coisa de inglês, eu acho que você vai curtir os meus posts "What IF??? the end of all things" (E SE??? O final de todas as coisas) e What IF??? the end of all things continued (E SE??? O final de todas as coisas continuada) sobre os finais dos tempos e o julgamento do Deus altíssimo. São idéias teológicas que, se não são novas, pelo menos eu nunca tinha ouvido antes e que eu gostei bastante - me deram um modo totalmente novo de entender algumas partes da Bíblia e da realidade atual que completam em muito o quadro movidiço de entendimento na minha cabeçinha.

É, aqui dentro do meu cerebro tá meio doido ultimamente - acho que está trabalhando de mais. É só chaqualhar que sai alguma coisa nova! É divertido. Faz a experiência em algum momento! Mas só se você quer entrar numa conversa teológica, sociológica e filosófica profunda! Se não, pede só as partes divertidas das idéias novas que estão constantemente surgindo - tipo, sobre fazer um bate e volta na praia em janeiro ou organizar uma noite de jogos aqui em casa. Rsrssrs. É, tudo no seu tempo. Deus abençoe muito todos vocês!!

Bjs e abraços,

Rachel, Quel, Quelzinha, Raquel, ou qual quer outro nome que você quiser colocar menos os feios. Rsrsrs.

P.S. Eu tive um momento engraçado hoje quando uma amiguinha de 5 ou 6 anos de idade me falou que eu e ela estamos na Bíblia, pois ela é Rebeca e eu sou Raquel. Então lhe falei que na Bíblia ela seria a minha sogra! Ela achou muito estranho a idéia e resolveu que era melhor eu casar logo com o ursinho que ela segurava no colo - seu filho - para que ela fosse "mesmo" minha sogra! Depois de um casamento de brincadeira, eu avisei que o único problema é que Du Du (Eduardo, o ursinho) teria que mudar de nome para se chamar Jacó! (Tomara que estou acertando as minhas personagens bíblicas... sempre tenho um pouco de medo de confundir qual mulher era de qual patriarca... rsrsrs.) Bem, ela não queria de jeito nenhum mudar o nome do Du Du, nem que eu levasse meu novo marido para casa, então minha "sogrinha" pelo jeito não vai ter uma genra tão logo... coitadinha, só tem 6 anos! Rsrsrsrssrsrsrsrsrs. Bjs e abraços, RK.